Friday, October 26, 2007

Adriana

Com a vassoura de palha ao alto, cutuva o armario,

o papagaio velho, no chão comia sementes.


italiana de Trento.

Remo

Ao Brás, bradava que a parede estava torta.

A filha gorda o consolava a beira da cama,

- Isso passa em 3 dias.

Andes

O solo pobre, nada colhia.

o burrinho magro puxava o arado,

cansado, o velho toca flauta.

Visão

Agua, formiga, carruagens, borboletas, musicas de infancia.

- Mataram as formigas hoje?

- Estão todas mortas vó.

Adriana

Do marido, de tudo aguentou:

- Escondia comida na parede velha.

hoje esclerosada, vê formigas.

Remo.

A vida foi: levantar paredes, bater nos filhos, esconder comida.

morreu velho.

Monday, July 09, 2007

Os escoteiros desfilam,

o gordinho finge com o bastao,

ser um soldado.
A bandinha toca uma melodia desafinada,

a cidade para

é aniversario de Irma Ana.
Todos olham ansiosos, o comboio fumegante:

alguns acenam,

para nenhum conhecido.
Os ultimos mimos da idade, ainda resta.

penteia com afinco o cabelo ralo.

os que caem, desce à rua.
O lenço vermelho e verde, as cores da patria,

esta sujo,

só ha um brinco de perola.
Bandeirolas proclama a soberania lusa,

a velhinha vende suas preciosidades,

os numeros nao sao animadores, diz Cavaco.
Obra- prima de algum portugues

impressiona o alemao branquelo.

O negro sai do bar sem pagar.
Ao pé da torre barroca, um mendigo asseia-se

a moça bonita, finge pressa.
A velha caminhava torta e a balbuciar,

o velho dono seu marido, abria-me a porta

eu caminhava torto, bebado.
Desnudas provocarem,

até a garçonete era gostosa.

um portugues me falava sobre a Espanha.
Os chineses vendiam yakissoba

os negros produtos da D & C,

eu apertava os seios de uma dominicana
Todos se expremiam, no suco noturno de Madrid.
O velho candelabro iluminava alaranjado.

as moscas sobrevovam o leitao do almoco

o cozinheiro brasileiro tira a touca.
A voz do sucesso de outrora, ainda entoava.

o taxi à diesel enfiava-se pelas ruas miudas

de lisboa.